segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A provisão e a resposta

Rio de Janeiro, 02 de Maio de 2010



Diário de Bordo do Projeto missionário Buri - São Paulo- Maio/2010


Não consegui dormir esta noite. Eu estava tão pensativo com relação a possibilidade da viagem que aquilo mexeu muito comigo.

Fiz café, andei pela casa inteira de tão tenso que estava enquanto esperava o Igor chegar para me levar para a igreja dele.

Estava apreensivo também com reação a viagem e o meu corpo co
meçara a dar sinais de falhas por conta da noite em claro.

Conversei mais de uma hora com o Pr. Ricardo Maia antes de começar o culto. Deus sabe o quanto aquilo foi abençoador para mim depois de tudo o que passei no meu retorno ao Brasil. Após estes 6 meses longe da África, é que finalmente consigo me ver longe do luto por ter voltado.

Eu estava um pouco nervoso antes da mensagem, mas, ao mesmo tempo, muito feliz. Eu ia mais uma vez ter a oportunidade de fazer o que eu mais amo nesta vida: pregar e abençoar outras vidas.
Durante a mensagem, eu percebi Deus direcionando as coisas. O meu esboço foi proveitoso, mas, acho que Deus deixou o recado dele sem o meu empenho em sistematizar o discurso. Na verdade, Ele sempre faz isso.

Honestamente, as melhores partes da mensagem foram aquelas que eu não rabisquei no papel.

Falei sobre o que acontece com o servo obediente, mostrei fotos minhas na África e ensinei um corinho em Francês: " La joie, Jésus m´a liberé."

Depois, o Pr. Ricardo fez um apelo e pediu que a igreja levantasse uma oferta para eu ir no Projeto missionário em Buri e , por isos, estou aqui, às 21:45h na "Rodoviária Novo Rio" esperando meu ônibus para São Paulo. A Deus seja a Glória!

No final do culto, fiquei um bom tempo coversando com a Adriana. Eu realmente precisava trocar experiencias com outro membro da família Radical. Ela me entendeu como poucos.

Neste momento, estou com alguns temores, como receios naturais de uma viagem, desejo de tudo dar certo no projeto, como enfrentar os desafios que normalmente surgem numa empreitada dessas, etc.

Mas, para que me preocupar? É o Senhor que está me levando. ele sempre supera as epectativas, sempre surpreende. Se não fosse assim, ele não seria Deus, não é mesmo?

Lá vou eu para mais uma aventura missionária para testemunhar o quanto o amor de Deus é grande.



Pés no arado

Buri, 03 de Maio de 2010

Diário de Bordo da Missão Buri - São Paulo;


Cheguei na rodoviária do Tietê às 6:30 da manhã e fui direto para a Barra Funda, apesar do meu desejo de escovar os dentes, estava com medo de chegar atrasado no local combinado.

Infelizmente, dei uma de sabidão no metrô, não pedi informação a ninguém e peguei o carro no sentido errado. Quando cheguei na Barra Funda, não sabia onde ficava o Colégio Batista(ponto de referência principal) e tive a felicidade de ver um pai levando o filho para lá e os segui. ( Só depois me dei conta de que estava cometendo uim crime e me senti meio culpado. Ah ah ah!)


Fui o primeiro a chegar na convenção Batista Paulista às 7:20h e tive que esperar um bocado para aparecer alguém para abrir o portão. Quando eu terminei de fazer a barba, saí do banheiro e conheci a Karina(SP). Depois, o pessoal de Mauá chegou a já estávamos quase prontos para ir. Só faltava tomarmos um café da manhã.


Chegamos em Buri um pouco antes das 13h. Foi legal rever o pr. Ronny e a irmã Ana Paula. Almoçamos e ele nos explicou como seria o projeto.

Saímos, fomos conhecer o centro comunitário e e tivemos o treinamento prático na pracinha da cidade com alguns jogos do Kids games.

Jantamos na casa do pastor e, em seguida fomos divididos nas casas. Eu fui com o irmão José Geraldo para a casa da irmã Sula.

Vi o quarto e quase não acreditei nas camas que nos ofereceram. Sem mencionar o banho quente e o melhor: o silêncio na madrugada! Obrigado, Deus!

Antes de dormir, compartilhei com a Sula sobre meus momentos difíceis pós-África e recebi uma palavra muito abençoadora onde Deus me deu mais uma prova de que eu estou no lugar que ele deseja: Buri!

O desafio

Buri, 4 de Maio de 2010



Acordei lá pelas 6:15h e me arrumei para começar o trabalho.

Fomos à escola e tomamos café, lá. Estranhei o pão sem manteiga, mas foi bom.

Precisamos de 2 viagens no ônibus para levar as crianças da 5ª série para o Centro Comunitário. O primeiro foi com 68 e o segundo, com 58.

Cortamos um dobrado com o grande número de crianças e a nossa falta de entrosamento com o Kids Games. Exibimos o filme "Jesus para as crianças" e foi muito complicado mantê-las atentas.

Houve momentos em que não sabíamos o que fazer com algumas que nos criaram situações inesperadas e difíceis. Mesmo com todo aquele trabalho e a sensação de qeu nada funcionava com elas, Deus me dizia que o meu trabalho não era vão nele. E isso me dava a paz que eu precisava.

À noite, conversei com o Pr. Ronny sobre meu futuro Ministério e minhas inquitações e ele ajudou. Jantamos na casa do pastor depois de todo o trabalho e fui para a casa da Sula finalmente tomar banho, tomar chá e dormir.


Ps. Saí na rua e procurei um orelhão para falar com a Palôva. Eu precisava que alguém soubesse o quanto eu estava feliz.

Refrigério

Buri, 5 de maio de 2010



Acordei um pouco mais tarde, lá pelas 6:25h e fui para a escola, desta vez de carro com o Jânio e a Edileusa.


Chegamos lá e lá estavam 87 alunos da 6ª série nos esperando para levá-los.

Assombrosamente, o dia foi muito tranquilo e não tivemos um décimo dos desafios de ontem. Os jogos foram bem assimilados e aceitos pela maioria, e o filme foi assistido pela molecada num silêncio quase absoluto.

Hoje, o Pr. Ronny se vestiu de "Palhaço Presuntinho" para alegrar a turma e contextualizar a mensagem do Senhor para eles. Foi muito proveitoso!À noite fomos ao culto e o pastor apresentou a equipe missionária à sua igreja. Antes, eu tinha ido ao mercado com a irª Menalva, Lourdes e José Geraldo. Comprei biscoitos, shampoo e condicionador.

Quando acabou o culto, fui para casa da irmã Sula a pé com mais um casal da igreja e ao chegar lá, assitimos Corinthians 2 X 1 Flamengo pela Libertadores.

Aqui em São Paulo, futebol é coisa séria, principalmente quando se trata de Corinthians, mas, a noite não foi boa porque esse resultado eliminou o time.
(Eu não podia falar muita coisa, porque o Fluminense perdeu para o Grêmio hoje por 2 X 0 e saiu da Copa do Brasil)

Tomei um chá de erva cidreira, suco de caju, comi várias rosquinhas de côco e fui dormir.

No ar

Buri, 6 de Maio de 2010



Hoje, recebemos a 7ª série do Colégio Elisa Martirani . O grupo chegou a 65 crianças, aproximadamente.

Em relação a 3ª feira, tivemos menos dificuldades, porém, em relação a ontem, o dia foi bem complicado e os desafios foram enormes.

Foi interessante observar oq aunto algumas se encantavam pelos jogos enquanto outras faziam de tudo para terem uma oportunidade de fugir. Fiquei pensando no quanto algumas daquelas brincadeiras poderiam estar obsoletas ou descontextualizadas para a realidade local.

A adesão ao filme "Socorro" também foi boa, hoje. No momento em que tivemos um buraco na programação, o Pr. Ronny me pediu para ensinar músicas africanas para eles e, para nossa surpresa, o sucesso foi absoluto. O pastor gravou um vídeo da molecada dançando para colocar na edição e a turminha ia pedindo bis.
Levei todo o pessoal num ônibius só de volta para a escola e senti de Deus de orar com eles. Na hora de dscer, uma das crianças disse que nunca irá esquecer de mim. Aquilo me deixou contente.

Na hora da reunião de avaliação, o Pr. Ronny chamou aqueles que desejariam participar do programa de rádio dele, hoje. Jantamos todos na igreja uma ótima sopa de mandioca e só depois fui tomar banho. Isso sempre me incomoda, mas é uma coisa que dá pra passar( banho antes das refeições é vital pra mim).

Tomei banho correndo e esperei o pastor chegar para nos levar na rádio. Foi realmente uma grande bênção: eu sempre sonhei em falar na rádio e hoje isso se tornou realidade. Nós nos apresentamos, cantamos e eu orei no final. Foi interesante ver o cacoete de radialista que o pr. Ronny tem: impressionante!
Ps: Ainda não tenho uma câmera potente o bastante para fotografar o céu estrelado que presenciamos hoje em Buri: lindo! Presente de Deus para a nossa felicidade!

Trazendo os molhos

Buri, 07 de Maio de 2010

Acordei um pouco mais cedo para poder arrumar as coisas com mais calma. levamos tudo direto para o Centro Comunitário.

Recebemos 48 alunos da 8ª série. A maioria gostou muito do "jogo da velha".

Assim como ontem, algumas crianças ficaram mexendo com o meu sotaque carioca. As meninas pediam para eu repetir palavras como basquete, disco, sexta-feira, etc.

Voltando da praça, exibimos o filme, servimos o lanche e liberamos a turma.

Enquanto levava minhas coisas para o carro, eu me dei conta de que o projeto havia acabado. Mesmo assim, continuo convencido de que irei iniciar uma nova etrapa da minha vida.

Antes de entrarmos no ônibus, recebemos a vista da Diretora da escola e da secretária de Educação da cidade. Elas nos agradeceram e se despediram.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Crente Kid

Rio de Janeiro, 15 de Novembro de 2010


Acordei às sete da manhã bem cansado, na verdade, pois havia ido pra cama às 3 da madrugada procurando as músicas do Kids Games e o juramento. Para este último,foi inútil. Não consegui encontrá-lo.


Antes de tomar banho olhei o tempo nublado pela janela e fiquei com um medo muito grande de chover e ter que cancelar a programação.


Cheguei no local, peguei a chave da igreja e fui varrer a quadra. Alguns minutos depois, senti um chuvisco no meu ombro. O meu medo aumentara. Tive o prazer em tomar o café oferecido pelo irmão Geraldo e depois fui comer pão na casa do Nil, que havia me chamado.


Cheguei no local sabendo das coisas que ainda faltavam e tive uma grande ajuda da irmã Malena nesse sentido. Mandei comprar fita adesiva, arranjar os lençóis e terminei a marcação do jogos na quadra.


Lá pelas 10 horas, o irmão Antônio e o Orlando vieram me perguntar: “Irmão Wagner, pode ligar o som?” Depois daqueles chuviscos, eu tinha tudo para dizer não, mas resolvi tomar uma atitude de fé e disse sim. Não tenho autoridade para dizer que foi por conta disso, mas Deus honrou o nosso dia.


Eu e mais 3 irmãs nos dividimos pela comunidade para distribuir os convites e eu entendia que aquele momento era a espinha dorsal do trabalho, uma vez que uma divulgação ruim poderia arruinar qualquer expectativa de um bom número de crianças, pois a aparência do céu já não ajudava no marketing. Ehehehhe .


Ao menos, a minha lógica humana pensava desse modo.


Fiquei incomodado com a falta da bola para o “vôlei com lençol” e saí de bicicleta por vários lugares procurando um armarinho aberto. Quando percebi que não iria encontrar, resolvi comprar duas bolas pequenas em lugar de uma grande e voltei pra almoçar.


O pastor da igreja chegou bem perto do horário de começar as inscrições da molecada. Já havia uma fila e conversei com ele sobre algumas dificuldades. O negócio era chorar pra cima, mesmo.


Depois disto, Deus me forneceu algumas das horas mais realizadoras da minha vida. Como eu gosto de trabalhar com a molecada! Pude fazer todas as aplicações bíblicas para elas. Senti-me muito feliz . Quando tudo começou a acontecer, esqueci-me de todas as minhas mazelas , que poderiam ser capazes de não me permitir curtir aquele momento...afinal, lá estava eu, evangelizando aquela turminha. Tratando-as com todo o carinho que talvez eu possa ser capaz de dar. Imitar a Jesus é, de fato, compensador.


Em alguns momentos, brinquei com elas, pude ser o homem que eu mais amo ser e gostaria de ver em ação com mais freqüência. Pude avaliar também, o meu comportamento em relação às pessoas que me ajudaram, lá. Liderar alguma coisa é sempre algo que nos leva a olhar com mais clareza para quem nós somos. Assustador, mas, necessário.


Nas minhas expectativas mais otimistas, eu esperava 80 crianças dentro daquela quadra, hoje. Mas, como não era eu que iria levá-las ao local, mas sim, Deus, minha lógica humana foi pro brejo de novo e recebemos 150 crianças.


O primeiro Kids Games como coordenador, a gente nunca esquece.



quinta-feira, 25 de março de 2010

Solidão, que tudo

Rio de Janeiro, 25 de Março de 2010



Muitas coisas contribuem para o agravamento das crises de meia-idade, e acredito que, mais do que qualquer outra coisa não realizada na vida antes dos 30, o fato de estar ainda sozinho seja o maior dos agravantes.


No último carnaval, eu passei três dias com a juventude da minha igreja em um salão de festas. A ocasião foi muito gostosa e eu realmente precisava descansar. Era pouca gente: cerca de 33 jovens, mas, não consegui deixar de contabilizar o número de casais que lá estavam presentes: 10. Isso mesmo, dez.


Curiosamente, quando você se sente só é quando mais se tem a impressão de que todo mundo vive a dois e só você conseguiu o feito de chegar a essa idade, solteiro.

Às vezes, penso no quanto esses meus sentimentos podem estar sendo influenciados por um desejo inconsciente de dar uma satisfação à sociedade: mas, não é: É solidão, mesmo! Pricipalmente quando você morre de vontade de ter alguém participando da sua vida com um desejo genuíno de realizar sonhos ao seu lado.

Hoje, com quase 30 anos de idade, me dei conta de que todos os meus namoros fracassaram. De algum modo, não houve cupado ou culpada. Só não era o casal certo. Isso, a priori, deveria me tranquilizar e me levar a entender que a pessoa simplesmente não apareceu. Mas, não tranquiliza, porque estou convencido que não fui o companheiro que minhas ex-namoradas precisavam ter naquele momento.

Até hoje, muita gente me diz que eu sou o genro que toda mãe sonha em ter. Isso sempre me foi muito lisonjeiro, mas de que adianta? Eu não vou me casar com sogra!


Em certos momentos, me pego me perguntando se as pessoas bem sucedidas na vida a dois foram grandes vencedores de uma loteria de combinação de gênios, ou ainda, pessoas emocionalmente bem resolvidas e merecedoras da sua costela perdida. Mas, felizmente, minha fé em Deus e na preocupação que ele tem com a minha felicidade me impedem de acreditar nisso.

Tento não olhar para a vida dos outros, até mesmo porque o casamento não é um contrato que oferece garantia felicidade ao signatário. Tento não olhar para as crianças e adolescentes que eu conheci me dando convites com todo o carinho para as suas bodas.


Quando a Bíblia fala sobre a criação, é interessante observar que tudo era casal e só o besta do Adão ainda estava lá sozinho. Então, o criador disse: "Não é bom que o homem fique só..." Mas, como essas palavras são verdadeiras, até mesmo para quem se intitula ateu ou agnóstico!


Vou seguindo minha vida tentando não prestar atenção nas moças que vejo como interessantes para mim na rua ou na igreja, porque sei que encontrarei uma aliança na mão esquerda dela se eu for olhar.


Mas, minha fé também não me permite continuar pensando assim.


Eu nunca gostei de Funk, mas nessa, Claudinho e Buchecha acertaram na mosca: ..."e não existe nada igualado no país, nem o ouro nem a prata fazem o homem mais feliz."


Quero registrar esse momento da minha vida torcendo para que possa rir deste texto algum dia.



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Descenso = honra lavada

Dakar, 1 de Outubro de 2009




Estou bem longe do Brasil agora e tenho acompanhado pela internet que o Fluminense é o último colocado no campeonato brasileiro. Mas, como tricolor, quero deixar bem claro que cair seria uma grande oportunidade e não, uma desgraça.

Alguém pode pensar que eu quero ver o meu time na segunda divisão. Se pensar, pensou certo, porque eu quero mesmo!
Muita gente sabe que o Flu ganhou a terceira divisão em 99 e, em 2000, participou da Copa João Havelange no grupo de elite. O que foi usado na época como um campeonato caridoso que envolvia todas as divisões, foi só mais uma desculpa esfarrapada para promover os tricolores do Rio e da Bahia.

É por isso que eu quero que o Flu seja rebaixado. Para que receba essa chance de ouro de lavar a própria honra. Afinal, Botafogo, Palmeiras, Corinthians e Grêmio estiveram lá e o mundo não acabou por causa disso.

Esta será a única maneira de voltar as disputar o campeonato brasileiro entre os grandes sem peso na consciência. O Flu deve ir, não para o lugar de onde não devia ter saído, mas precisa ir para o lugar onde deveria ter entrado há 10 anos atrás.

Não gosto de ver os times do Rio em minoria no brasileirão, mas não é o que eu gosto, é o que precisa ser feito. É justamente por essas e outras que os paulistas têm sempre 7 ou 8 clubes na elite e ganharam 9 dos últimos 15 campeonatos( e vão continuar ganhando).Ganham porque são maioria? Não. Ganham porque são profissionais!

Digo com todas as letras que terei o maior prazer em ver o Vasco subir e o Flu descer. O Vasco subirá porque aprendeu uma lição e o Flu descerá para que tenha a chance de subir e voltar a competir acima de qualquer suspeita.

O Fluminense precisa cair para que o pai possa ensinar ao filho que, na vida real, quando fracassamos em alguma coisa, precisamos confiar em Deus, trabalhar duro e dar a volta por cima. E, principalmente, conquistar as coisas entrando pela porta da frente e não pela janela. E eu poderei parar de admitir tristemente para as pessoas que torço para um time que não está no lugar que merece.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sonhando alto

Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 2008


Essa semana, sonhei que estava voando. Acho que foi a quarta vez em 3 anos que isso acontece. A sensação é realmente maravilhosa! É um desejo de criança que eu tenho que jamais irá sair do meu inconsciente. Acho que essa a razão de eu continuar sonhando com isso, porque é uma fantasia que jamais irá se realizar.

Conversei com um colega de trabalho uma vez sobre isso e ele me disse que quando sonhamos com isso é porque estamos em paz de espírito, com a consciência tranquila e sem mágoas de ninguém. Sendo assim,é um tipo de sonho que tem um pré-requisito bem exigente, em função das cargas da vida adulta, repleta de um histórico de complicações.


Quando eu era criança, eu gostava muito do Superman. Até amarrava uma toalha no pescoço e me jogava na cama dos meus pais, buscando um pingo que fosse daquela sensação que eu imaginava que um dia seria possível. Isso quando eu não mexia no topetezinho do meu cabelo quando molhado para ficar mais parecido com Clark Kent. Muitos dos meus amigos afirmam que esta é a razão.

Em outras palvras, um homem adulto, na "pré-meia-idade" desejando algo que nem o Bill Gates pode ter: capacidade de voar, podendo estar em vários lugares em questão de segundos. Ponte aérea? Pra quê? Mora no Rio e não está se contendo de saudades de uma amiga que mora em Macapá? Dá uma voadinha até lá. 10 minutinhos. Que tal conhecer o Atol das Rocas? Quer dar um pulinho na África do Sul ver o Brasil na copa em 2010? Nem precisa participar daqueles sorteios que o Faustão promove.


Mesmo assim, podem haver outras razões "freudianas" que me levam a estar literalmente nas nuvens em minhas noites de sono. Da primeira vez que sonhei que estava voando, eu fui ao cinema com meus amigos da igreja no dia anterior e me diverti muito. Em outra ocasião, havia ido a um encontro de ex-alunos do meu tempo de primário na escola. O meu amigo pode estar certo. Vou acabar estudando o assunto!

Essa semana, atribuí o meu sonho a conversa que tive com uma ex-namorada minha. Pedi perdão a ela por todo o mal que eu causei no tempo em que estávamos juntos. Confessei que brinquei com os sentimentos dela e tudo mais. Foi um alívio e tanto!Fui pra casa pisando nas nuvens de alívio. Êpa! pisando nas nuvens???






sábado, 20 de dezembro de 2008

Testemunhando milagres


Corumbá, 4 de janeiro de 2008


Diário de bordo da cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Pensei em começar esse diário a partir do primeiro dia em que estivemos na estrada, no dia 3, mas, para ser mais honesto, preciso admitir que o projeto só havia começado quando eu ouvi o testemunho da família do Pr. Tarcísio dentro do ônibus.

Após atravessarmos uma dezena de municípios de São Paulo, paramos em Presidente Vencesláu e eu finalmente liguei para minha mãe e depois almocei um prato feito inesquecível com meus amigos e só gastamos R$ 8,20 cada um.Naquele momento, eu já estava conhecendo as pessoas da minha caravana e metade do ônibus já sabia quem era eu. A viagem melhorou muito quando o Pr. Tarcísio deu a oportunidade de todos se apresentarem e darem seus testemunhos(como foi em ordem alfabética, nem preciso dizer que levei algumas horas esperando a minha vez.)

Já estávamos no Mato Grosso do Sul, quase chegando em Campo Grande quando a Thaysa, filha do pastor deu o testemunho dela dizendo que esteve doente e dava como certa a sua ausência no projeto. No entanto, o poder de Deus foi manifestado na sua vida e ela ganhou a sua participação na Missão Bolívia como presente de aniversário.

Na hora que a irmã Maria Lúcia, sua mãe endossava seu testemunho de vitória, não pude segurar as lágrimas porque ele havia mencionado a importância de uma família unida. Fatalmente, lembrei da minha.

Enquanto isso,Lícia, sua irmã, chorava copiosamente e a família toda deu um abraço bem bonito. Uma cena que eu jamais esquecerei na minha vida.

O projeto começou bem ali pra mim, diferentemente do que eu pretendia registrar(desde a hora que entrei no ônibus).


Aquelas quatro pessoas abraçadas soaram, para mim como um recado de Deus(“ Não esqueça da SUA família.”



Ps: Jamais esquecerei da cena da Leda entrando no nosso ônibus quando fomos buscá-la em Campo Grande(MS). Animou o ambiente!

Pantanal de Deus

Corumbá, 5 de Janeiro de 2008

Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Após passar por Campo Grande e o município de ______, chegamos em Corumbá lá pelas duas da manhã. Nosso ônibus parou bem em frente à escola municipal e lá estavam alguns amigos cantando, dando-nos uma recepção calorosa. Entre eles, estavam o Alcino, a Lauriene, a Sarah e o Fred.

Eu, Eduardo, Tatyane e Victor e Lauriene ficamos conversando até as 4 da manhã no refeitório. O ruim foi acordar às 8:00h da manhã para tomar café.

Hoje foi legal porque fizemos um bom passeio no Pantanal. Pude ver um jacaré entrando na água Esse turismo foi muito bom. Pena que o Eduardo e a Lauriene não puderam ir.

Á noite, jantamos e ficamos esperando a caravana da Bahia chegar. Eles chegaram às dez horas em ponto(22:00) e a recepção que fizemos foi muito engraçada( cantamos “se você é jovem ainda, que bonita sua roupa...).

As danças deles animaram todo mundo. Só os baianos mesmo!

Antes de dormirmos, participei de uma brincadeira de “graduação no exército” ( general fez revista na tropa e deu falta do cabo... cabo não falta...)que foi muito divertida.

Ps: Quando estávamos no refeitório conversando, ouvimos um miado e o Eduardo disse: “Aqui, felino é onça, hein?”

Trem da morte, que nada

Santa Cruz de La Sierra, 6 de Janeiro de 2008


Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Depois do café da manhã, o culto foi maravilhoso. Foi, de fato, longo mas ninguém nem sentiu. Já com a caravana da Bahia participando e todos uniformizados.

Muitas experiências foram compartilhadas e o momento em que cantamos “Abre Los Ciellos” foi o mais marcante para mim.

Á tarde, deixamos tudo arrumado para irmos pegar o trem. Depois, vivenciei algumas experiências irritantes e cansativas. Despachar as malas, pequenas irregularidades na documentação, o calor, a confusão no fuso-horário...tudo isso me deixou muito aborrecido porque eu já não durmo direito desde 5ª feira.

Mas, eu não sabia o que me esperava. A viagem de trem para Santa Cruz de La Sierra foi a mais gostosa que já fiz em toda aminha vida.

A boliviana que sentou do meu lado era meio mal educada e grossa e, por muito pouco, não confiscou a minha poltrona na hora de dormir. Quando eu me ausentei, ela se esticou entre os dois espaços e dormiu.

Todavia, isso não foi capaz de tirar o meu bom humor porque a experiência transcultural de viajar naquele trem superou toda a minha irritação.

Quase entrei em desespero quando vi que nenhum dos meus amigos caiu no meu vagão. Mas, naquele momento, eu não sabia que as pessoas caminhavam de vagão em vagão à vontade. Pude conversar com todos os meus amigos e o ar-condicionado era muito gostoso.

Evangelizamos um casal que estava no vagão da Taty do Victor. O rapaz era de Curitiba e a moça era de Minas. Entendo que Deus está me dando a responsabilidade de orar por eles, porque não tomaram nenhuma decisão.

Quando o bate-papo acabou, voltei para o meu lugar e lá estava a boliviana dormindo atravessada. Resolvi tudo com um simples “Permisso”.

Flexibilidade

Santa Cruz de La Sierra, 07 de janeiro de 2008



Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Se ontem eu tive que acordar a senhora sentada ao meu lado, hoje ela se vingou às seis horas da manhã, me fazendo acordar para deixar ela ir ao banheiro.

Experimentei a camiseta que a Sarah me deu. Ficou muito boa. Tanto que eu fiquei todo bobo.

Depois, o Eduardo, a Taty e a Lauriene decidiram ir comigo ao refeitório. Conversamos um bom tempo e o momento mais engraçado foi quando o Eduardo desistiu de comprar o mixto-quente por conta de “observações” que ele fez.

A vida no trem é muito interessante. Engraçado que se vende de quase tudo a toda hora. Pude ver um menino vendendo limonada dentro de um balde e aquilo me fez lembrar um episódio do “Chaves.”

Chegamos em Santa Cruz lá pelas 9 da manhã e a bagunça que fizemos em frente a estação foi muito legal com a batucada dos baianos.

Chegamos na sede do Seminário Teológico e o almoço me deu a sensação de estar no céu de tão gostoso que estava. Batata frita, arroz, molho picante e banana caramelada. Huummmm!

Momentos depois, recebemos a triste notícia do falecimento do pai do africano João em São Tomé e Príncipe.

Quando estava quase na hora de ir embora, faltou um homem em uma equipe e a Leda me puxou pelo laço e infelizmente saí da equipe da Lauriene.

O choque foi muito grande para mim. Demorei a deixar a ficha cair, mas os propósitos de Deus podem nos deixar perplexos, mesmo. Puseram-me numa equipe como único bendito é o fruto entre 7 mulheres.

Chegamos na casa do Pr. Euler e da irmã Helena e fomos muito bem recebidos. A recepção na igreja foi também maravilhosa Presenciei uma afetividade e um carinho celestial vindo da parte deles. Fato curioso foi quando o dirigente(Remberto...não sabia o nome) pediu para que a equipe se espalhasse no meio do templo. Aquilo me fez pensar.

E o choque cultural não acabou por ali. Terminado o culto, fui ligar para a minha mãe e depois jantamos a casa do irmão Remberto.

Curioso como as visitas se servem primeiro para só depois a família começar a comer.

Admito que o meu cansaço é muito grande. Estou arrebentado. Vou dormir agora pedindo que Deus me dê o descanso que preciso nas horas de sono que terei até amanhã, porque o meu corpo pede mais.

Ps: A partir de hoje até o final da cruzada, o meu nome é Bagner.

Encantamento

Santa Cruz de La Sierra, 08 de Janeiro de 2008


Diário de Bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Acordei lá pelas seis e meia da manhã quase sem sono nenhum. Levantei e me adiantei para escovar os dentes e me arrumar para o café da manhã. Chegamos atrasados na casa, infelizmente.

Fizemos a caminhada de oração pela manhã e pudemos conhecer um pouco mais da realidade local. Pedi a deus para que nos mostrasse a melhor maneira de evangelizar, já que o povo é bem heterogêneo.

Depois, fiquei uma hora na lan house e deixei um e-mail para aminha igreja e, por acaso, achei a Lauriene no msn.

Comemos salpicão no almoço depois de uma sopa de legumes. Descobrimos que, em ocasiões especiais, costuma-se servir mais de um prato. A limonada estava deliciosa. Principalmente depois que eu pedi para pôr açúcar.

Ainda estou meio constrangido com a forma como estamos sendo tratados aqui. Quando a irmã helena adoçou a jarra de limonada e não deixou eu terminar o copo sem açúcar...fiquei maravilhado com aquele gesto.

Á tarde, evangelizamos. Tivemos algumas decisões e marcamos alguns estudos.

O culto da noite foi maravilhoso. O choque cultural me fascina cada vez mais. Missões Mundiais está ganhando o meu coração. No final, ficamos do lado de fora da igreja conversando com alguns membros.

Uma das cenas mais legais foi quando o pequeno Euler nos levou a conhecer seu “perrito enfermo”.

Agora, preciso dormir, pois as meninas já pegaram no sono. Acabei de fazer minha barba sem espelho.

Antes disso, ouvi a Carol e a Consolação me contarem várias experiências da “Tenda da Esperança.”

Distantes Próximos

Santa Cruz de La Sierra, 9 de Janeiro de 2008

Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Continuamos o evangelismo na parte da manhã e, à tarde fomos conhecer a casa da irª Patrícia: local do culto da noite.

Passamos na aldeia dos índios ayoreos e fizemos uma oração por uma menina de colo que estava doente. Alguns deles não permitiram que tirássemos fotos.

Em seguida, tomamos banho, eu fui para a lan hoise com a Manoa e a Palôva. Falei com alguns amigos...foi muito legal.

O jantar foi divino. Banana frita, um macarrão delicioso chamado Fidel, aipim frito) O melhor aipim do planeta..aipim, mandioca, macacheira, não importa..show de bola!

Preguei no culto da casa da irmã Patrícia e, no final, um lanche surpresa. Ah ah ah

O amor é contagioso

Santa Cruz de La Sierra, 10 de Janeiro de 2008


Diário de Bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

Acordamos cedo, hoje: fui para casa de Remberto lavar alguns calzoncillos.
Saí com Palôva novamente e terminamos a quadra que faltava para evangelizar. Na hora do almoço, o Pr. Benjamime a irmã Rosa estavam na casa de Remberto juntamente com Wanderson e Luciana(BA). Essa visita nos alegrou muito. Fiquei todo bobo! Pedi ao povo para mandar um abraço para a Lauriene. À tarde, fomos fazer outras visitas e levamos um tempo considerável com uma senhora católica que não quis receber a Cristo, apesar de percebermos que seu coração estava quebrantado e seus olhos com lágrimas. O culto à noite foi abençoado, também. Antes disso, o Pr. Euler me ajudou a traduzir para o espanhol uma música do Grupo Logos: “Obreiro
aprovado.” Quase esqueci de mencionar que fui ver a Lupita cheia de febre na cama e fiz um monte de palhaçadas. Ela se sentiu melhor e eu me senti o “PATCH ADAMS”. Ah ah ah.


Tortillas!!!!

Santa Cruz de La Sierra, 11 de janeiro de 2008


Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.


O café da manhã foi inesquecível. Aquelas tortillas que mais pareciam cavacas crocantes me deixaram nas nuvens.

Fizemos boa parte dos quarteirões que faltavam e saímos um pouco mais cedo para descansar antes do almoço. Confesso que estava muito cansado e depois, tirei um cochilo depois do almoço. Antes disso, liguei para a Thalita.

À tarde, fui com a Manôa na casa da D. Clara e ela se mostrou bem disposta a começar a sua vida cristã.

Saímos de lá e fomos à igreja debaixo de chuva. Poucas mulheres estavam na reunião das senhoras. Quando eu e a Manôa chegamos, já estava terminado.

Tomei banho e fui na internet. Depois, jantamos e esperamos a hora do culto realizado na casa do Remberto.

Agora á noite, o Pr. Euler chegou aqui no quarto com a esposa e nos deu o dinheiro que pedimos para ele cambiar

Uma surpresa para Renata.

Santa Cruz de La Sierra, 12 de Janeiro de 2008



Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.


Saímos para visitar alguns jovens afastados e aproveitamos para convidar alguns para a tarde desportiva. Foi muito bom conhecer o José Luiz, cujos pais não são crentes, nem os irmãos, nem a namorada. E também conhecemos a D. Cecília, que tem diabetes, não enxerga direito e não vai mais a igreja por medo de cair na rua.

Quando chegamos, ela estava limpando a terra de seu corpo porque havia acabado de levar um tombo.

O Pr. Euler chegou depois do almoço aqui na casa e nos trouxe a bola de vôlei que precisávamos para o esporte desta tarde.

A programação foi surpreendente. Realizamos um torneio de vôlei com 4 equipes de 3 pessoas e a corridinha de revezamento 4 x 100. Para mim, o momento mais legal, pois eu amo essa modalidade.

Depois das competições, tivemos uma recreação com futebol e eu pude brincar também. Matei o povo de rir com o meu jeito de falar espanhol. A Palôva disse que eu tô parecendo o padre Quevedo.

Levei um baita tombo dentro da “cancha”. Caí de “cola” no chão. Parecia que todo o peso do meu corpo foi amortecido “lá”. Até tiraram uma foto minha levantando cheio de dor.

Depois, as meninas também bateram a bolinha delas. Antes disso, enquanto eu jogava, eu me exibia dizendo que eu era o Kaká todas as vezes que tocava na bola, pero Kaka no esta muy bien hoy. Ah ah ah. As crianças não entenderam direito e pensaram que Kaká fosse outra coisa, diferente do nome do craque brasileiro. Ah ah ah!

Depois da janta (ou melhor, da pizza maravilhosa com Coca-Cola que nos serviram), fomos ao culto e ele serviu para que mostrássemos um pouco da cultura brasileira. No final, servimos mousse de maracujá.

Tirei várias fotos com a turminha enquanto o povo jogava vôlei lá fora. Saí de lá, fui tomar um refrigerante e encontrei os vizinhos que disseram querer nos ouvir falar de Jesus para eles. Infelizmente, eles não nos procuraram quando fazíamos culto no quintal.

Ps; Liguei para a Renata e ela quase caiu pra trás quando eu disse que eu e o Dudu ainda estávamos na Bolívia: “Mãe, mãe! É o Wagner!!! Ele ta me ligando lá da Bolívia!!!”

Ps 2: Fiz um gol e cabeceei uma bola na trave

Sem deixar cair, hein?

Santa Cruz de La Sierra, 13 de Janeiro de 2008



Diário de bordo da Cruzada evangelística Salvación para todos: Missão Bolívia II.

O desaiúno foi inesquecível porque realizamos do lado de fora da igreja. O pastel estava uma delícia e ainda tinha um refrigerante de limão pra completar.

No culto, eu pude cantar “obreiro aprovado” em espanhol e todos gostaram muito. Sem eu saber, a Carol estava filmando “El cantante.”

Depois dei aula na EBD para os jovens e não foi muito difícil para os bolivianos me compreenderem( na verdade, eu me sinto como um misisonário americano que chega no Brasil e fala: “o meu bíblia”, “Deus abençoar casa do crente”, “homem pecador não conhecer Deus” etc.(bem feito...sente na pele, agora!).

Fui na lan house e encontrei a D. Pérola e também com o meu sobrinho Gabriel no msn. Foi muito bom! Ele disse que quer uma lembrancinha já que me comprou o jogo do Star Wars para Playstation 2. Ele também me chamou de Menino Maluquinho. Ah ah ah.

À tarde, eu e a Palôva acabamos nos atrasando para a programação na praça 1º de Maio. Fomos com os dois Fernandos e o Felipe, também. Pegamos um “micro” cheio e eu me senti no Rio.

A programação não havia começado e muita gente ainda estava pra chegar. A primeira pessoa que eu falei foi o Pr. Tarcísio e depois apareceram as suas filhas Thaysa e Lícia juntamente com a Thayse do Rio Grande do Norte.

Fomos em um restaurante porque elas ainda não haviam almoçado. A irmã Lúcia pagou “pollo” para as meninas e conhecemos um missionário colombiano no balcão. Ele me pagou uma Coca-Cola de 600ml. Eu estranhei às pampas, mas foi um regalo.

Depois, apareceu a Lauriene, O Victor, a Sarinha(BA), Fred, Luciana, e eu fiquei muito feliz. Rever aquelas pessoas foi algo maravilhoso e eu fiquei revigorado.

Conversei um pouco com a Márgarah(TO) e tirei uma foto com ela.

O Fernando comprou uma batata frita, daquelas finihas que se vendem no Brasil, mas aqui é cheia de pimenta.

Eu e a Palôva tivemos que voltar com a turma. Eu me despedi dos amigos, da Leda e nós 5 pegamos um táxi. Filmei um d dentro do carro pouco e me senti no Globo Repórter observando aquelas ruas.

O Culto à noite foi bom. Pela primeira vez na minha vida, preguei de roupa sport. Depois do culto, saímos para beber água e fizemos uma devocional com a D. Raquel antes de dormirmos.

Ps;Nesse dia, conhecemos um casal de venezuelanos que estudam seminário aqui. Colocaram a menininha recém-nascida deles no meu colo para eu segurar. Mas, ela sobreviveu. Ah ah ah ah

Dia de Folga

Santa Cruz de La Sierra, 14 de Janeiro de 2008



Diário de Bordo da Cruzada evangelística Salvación para Todos: Missão Bolívia II.

DIA DE FOLGA

Acordamos cedo, tomamos café e partimos para o nosso “dia libre”.

A turma resolveu comprar algumas coisas. No meio do caminho, percebemos que Santa Cruz é uma cidade que você conhece andando em círculos.

Ao chegarmos na praça principal, encontrei o povo...mas, o Eduardo já tinha ido embora. Fomos almoçar num restaurante, mas eu odiei a comida.

Acho que essa foi a razão pela qual eu me aborreci com a Palôva, depois. Foi uma situação chata, mas não quero registrar aqui para não poder relembrar mais tarde nem ficar remoendo.

Falei com a Lauriene, com o Wanderson, mas perdi a paciência com as irmãs indo de loja em loja. Para não me estressar mais, peguei um micro e fui para a igreja 1º de Maio.

Chegando lá, não tinha ninguém e eu conheci a Vânia e o Francisco. Foi bom demais conversar com eles. Fiquei de queixo caído de tão politizada que ela é. Contou-me muitas coisas sobre a atual situação da Bolívia. Coisas que não posso mencionar aqui.

De qualquer modo, jamais me esquecerei daquela cruzeña legítima olhando nos meus olhos e dizendo com tanta segurança o que achava ser o melhor para o seu país.

O problema na Bolívia vai muito além de uma situação política. Quem só assiste o Jornal Nacional, não faz a menor idéia do real problema do que eles atravessam.

Saí da igreja “primeiro de Maio” e vim para casa tomar banho. Antes de chegar,encontrei o José Luiz no momento em que temia estar perdido na rua. Vi também a hermana Ana e ela me disse que seu filho Fernando poderia me levar na igreja.

Tomei um banho merecido e , antes de partirmos, a irª Ana me contou o testemunho de sua filha Bianca que foi atropelada, ficara embaixo do caro e sobreviveu miraculosamente sem um arranhão.

Lá na festa, eu me diverti muito. Falei com todo mundo e o Caio me fez experimentar o Chá de Coca. É gostoso quando se põe açúcar. É um chá como outro qualquer. Em Santa Cruz, vimos a camiseta: “Coca no es droga.” Trazer uma dessas e usar lá no Brasil deve dar cadeia, mas aqui o contexto é outro.

Brinquei com todo mundo na festa. Foi legal falar com a Valquíria(BA), o Victor e boa parte da turma que eu vi na praça ontem. Na hora que eu já estava saindo, chegarm a Luciana, o Júnior e a Taty.

Conversei com alguns jóvenes bolivianos do lado de fora e uma señorita queria saber se eu era casado ou solteiro